Barriga solidária: servidora pública tem direito à licença-maternidade de 6 meses, decide Justiça
- claudiosantosadv
- 27 de mar.
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A Justiça reconheceu recentemente o direito de uma servidora pública municipal, gestante por barriga solidária, à licença-maternidade de seis meses, com remuneração integral. A decisão reforça a evolução do entendimento jurídico diante das novas configurações familiares e amplia a proteção às gestantes, mesmo na ausência de previsão legal específica.
O caso foi analisado por magistrado da Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo (SP). A servidora havia se submetido à fertilização in vitro para gestar o filho de seu irmão, em um contexto de gestação por substituição (barriga solidária). Ao solicitar administrativamente a licença-maternidade, não obteve resposta do município. Posteriormente, em juízo, a administração pública sustentou que seria suficiente a concessão de afastamento remunerado de 60 dias.
No entanto, o entendimento judicial foi mais amplo. O juiz destacou que a licença-maternidade não se limita à formação de vínculo entre mãe e bebê, mas também abrange a recuperação física e emocional da gestante no período pós-parto. Além disso, considerou a relevância dos cuidados iniciais com o recém-nascido e o contexto familiar envolvido.
A decisão também enfatizou que, embora não exista previsão expressa na legislação para casos de barriga solidária, o ordenamento jurídico brasileiro e a jurisprudência vêm reconhecendo e protegendo diferentes formas de constituição familiar. Esse movimento busca evitar discriminações e garantir direitos fundamentais, como a dignidade da pessoa humana e a proteção à maternidade.
O que essa decisão significa na prática?
Na prática, o reconhecimento do direito à licença-maternidade integral para gestantes por substituição pode servir de precedente importante para outros servidores públicos em situações semelhantes. Isso demonstra que a ausência de norma específica não impede a aplicação de princípios constitucionais e entendimentos já consolidados nos tribunais.
Quando buscar orientação jurídica?
Servidores públicos que enfrentam negativas administrativas em casos envolvendo direitos ainda não claramente regulamentados — como a barriga solidária — podem se beneficiar de uma análise jurídica individualizada. Cada caso possui particularidades que devem ser consideradas para a adoção da melhor estratégia.
O acompanhamento profissional é essencial para garantir o reconhecimento de direitos e a correta aplicação da legislação vigente, especialmente diante de temas em constante evolução no Direito de Família e no Direito Público.




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